Anodyne 2: Return to Dust é uma aventura que chama atenção pela maneira como combina dois estilos bastante diferentes. Em um momento, o jogador está explorando grandes ambientes tridimensionais; pouco depois, pode se encontrar dentro de uma área em 2D que lembra aventuras clássicas.
A protagonista é Nova, uma Nano Cleaner encarregada de combater uma misteriosa nano-poeira que está afetando os habitantes de New Theland. Para cumprir sua missão, ela precisa viajar pela ilha, conhecer seus moradores e entrar literalmente no interior de personagens infectados.
Essa mudança constante de perspectiva é uma das características que dão identidade própria ao jogo.
Dois estilos de exploração no mesmo jogo
Grande parte de New Theland pode ser explorada em ambientes 3D. Nova consegue caminhar, saltar e percorrer diferentes regiões enquanto encontra personagens e procura novos destinos.
Quando chega a hora de investigar alguém infectado, porém, a experiência muda.
Nova pode se miniaturizar e entrar no corpo daquele personagem. Essas áreas são apresentadas em 2D e funcionam como pequenas aventuras próprias, com exploração, inimigos e desafios relacionados à pessoa que está sendo tratada.
A alternância entre os dois formatos ajuda a criar variedade durante a jornada.
Nova não precisa explorar tudo a pé
Viajar por grandes ambientes poderia tornar a exploração lenta, mas a protagonista possui uma solução bastante incomum: ela pode se transformar em um carro.
Essa habilidade permite atravessar rapidamente as regiões abertas de New Theland e procurar novos lugares para investigar.
A transformação também combina com o caráter surreal da aventura. Anodyne 2 não tenta explicar seu universo seguindo necessariamente as regras do mundo real, utilizando ideias estranhas como parte natural de sua identidade.
Entrar nos personagens também ajuda a contar suas histórias
As áreas 2D não funcionam apenas como fases separadas.
Ao entrar nos personagens afetados pela nano-poeira, Nova também entra em ambientes associados às experiências e conflitos dessas pessoas. Dessa forma, as mudanças de cenário ajudam a desenvolver os indivíduos encontrados durante a viagem.
Isso transforma a exploração em uma ferramenta narrativa.
Conhecer alguém em New Theland pode significar mais do que simplesmente conversar com aquele personagem. Em alguns casos, será necessário literalmente investigar seu mundo interior para compreender melhor o que está acontecendo.
O visual busca inspiração em diferentes gerações
Anodyne 2 utiliza deliberadamente uma estética que lembra os primeiros jogos tridimensionais.
Os ambientes 3D apresentam referências visuais associadas às gerações do PlayStation, Nintendo 64 e outros consoles daquele período, enquanto as partes em 2D utilizam pixel art que remete aos jogos de 16 e 32 bits.
Em vez de buscar gráficos realistas, o jogo transforma essas limitações visuais em parte de sua direção artística.
O resultado combina com os ambientes estranhos e oníricos encontrados durante a aventura.
Exploração também recompensa a curiosidade
New Theland não funciona apenas como um caminho entre uma missão e outra.
O jogador pode explorar suas diferentes regiões, conversar com personagens e procurar elementos espalhados pelo mundo. Os cards encontrados durante a jornada também estão relacionados ao acesso a novas partes da ilha.
Isso incentiva a observar o cenário e investigar lugares que não parecem necessariamente fazer parte do caminho mais direto.
Para quem gosta de procurar detalhes e descobrir locais por conta própria, essa liberdade é uma parte importante da experiência.
A história vai além de simplesmente eliminar a nano-poeira
A missão inicial de Nova parece relativamente clara: encontrar pessoas infectadas e utilizar suas habilidades como Nano Cleaner para combater a contaminação.
Entretanto, a jornada começa a apresentar situações que colocam em questão a maneira como a protagonista entende sua própria missão.
Os personagens encontrados e suas experiências ajudam a desenvolver esse aspecto da história. Por isso, Anodyne 2 pode interessar especialmente a quem gosta de jogos independentes que utilizam mecânicas incomuns para abordar temas mais pessoais.
Preciso jogar o primeiro Anodyne?
Não é necessário conhecer o primeiro Anodyne para acompanhar a história principal de Anodyne 2: Return to Dust.
O segundo jogo possui sua própria protagonista, mundo e aventura. Existem conexões que podem ser reconhecidas por quem já conhece o título anterior, mas elas não são uma exigência para começar por aqui.
Isso torna Anodyne 2 uma porta de entrada possível mesmo para quem nunca teve contato com a série.
Para quem Anodyne 2 pode ser interessante?
Anodyne 2: Return to Dust pode chamar a atenção de quem gosta de exploração, jogos independentes experimentais e aventuras que não seguem necessariamente estruturas convencionais.
A mistura entre ambientes 3D e fases 2D também pode ser interessante para jogadores que têm nostalgia dos visuais encontrados em diferentes gerações de consoles.
Mais do que depender de ação constante, o jogo utiliza exploração, personagens, mudanças de perspectiva e uma atmosfera surreal para construir sua experiência. É justamente essa combinação incomum que faz Anodyne 2 se destacar entre outras aventuras independentes.
A promoção começa em 12/03/2020 até 19/03/2020 às 12:00.
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